Os limites da moral

Primaveras

Primaveras

A vida é uma experiência mesmo. Ela nos coloca em situações, no mínimo, bizarras. Ultimamente eu venho batalhando com um questionamento comigo mesmo. Qual o limite da moral? Parece que quando a coisa acontece com a gente, tudo é permissível, tudo tem uma explicação “justa”. Mais do que um dilema ou uma dor na consciência, é a sensação de que nós somos sim dotados de livre arbítrio. Podemos fazer qualquer coisa. Aí vejo que a questão não é o que decidimos em si, mas as conseqüências do que decidimos. Somos capazes de lidar com elas? Se a resposta é sim, existe uma tendência da decisão ser legítima. Legítima no sentido de aceitável por nós. Isto é, não nos causa dor na consciência. Assim, a questão sobre lidar com uma decisão difícil nunca é o que decidir ou como decidir. Mas quão forte somos para suportar a decisão. Como essa capacidade de suportar varia conforme o momento de nossas vidas, o nosso estado de espírito, a nossa maturidade e outras coisas, fica claro que esse limite da moral também varia. O que pode ser aceitável hoje, pode não sê-lo amanhã e vice-versa. Talvez por isso sejamos tão “volúveis”. Ou melhor, agimos diferente em situações similares.

Add comment 13 Agosto 2009

(Re)começar

Finalmente, terminaram a instalação dos móveis hoje. Agora (re)começa a etapa de (re)organizar a minha casa. Também chegou hoje a minha cama e mais alguns móveis. Um trampo danado ter que montá-los e ainda colocá-los nos seus lugares. A casa está uma confusão. Não acho absolutamente nada. Já devo estar na terceira “reciclagem” de cuecas e meias. Não me aventuro a chafurdar na bagunça. Parece que ela vai ficando pior e pior. Aí sim, não sei mais onde as coisas estão. Procurei a chave de fenda e nada. O perfex para limpar o fogão… A tesoura para cortar a fita das caixas… O pote de açúcar. A questão é que tenho que (re)fazer as tarefas muuuiiiitoooo devagar. Caso contrário, corro o perigo de “organizar” as minhas traquitanas e não lembrar, de novo, onde as coloquei. Esse negócio de (re)arrumação é uma armadilha. A casa está tão suja que nem vou me atrever a limpá-la antes de guardar o que já está esparramado. Guardo primeiro, depois vou re-limpando as coisas aos poucos. Preciso é tirar urgentemente as caixas espalhadas pelo chão. Isso sim está com o poder de me irritar. Toda hora estou tropeçando em algum bagulho meu. Um efeito dominó. Chuto a caixa, que cai na louça, que desloca os CDs, que desequilibra o banco e, finalmente, faz a pilha de revistas se esborrachar no chão. Não, não vou arrumar. Vai ficar assim até amanhã. Por hoje, só arrumei a minha cama. Vou dormir em uma cama!! Ontem, por conta do colchão ter ficado debaixo de um mundo de caixas, resolvi dormir no saco de dormir, sobre uma espuma térmica que tenho para acampar. Dormi bem, pois estava bem cansado. Mas que não foi confortável, ah, isso não foi…

Add comment 11 Agosto 2009

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