Archive for Junho 15th, 2008

Um dia em casa

FerrySem muitas novidades. Liguei para o meu povo no Brasil, para um outro amigo que perdeu recentemente o pai e fui para a academia, pois ontem eu gazeteei. Desta vez fui um pouco mais esperto e fui antes das 18h. Aliás, bem antes. Aproveitei uma janela de sol e corri para lá. Foi só o tempo de fazer os exercícios e, na volta, pegar chuva. Felizmente, eu já estava a poucos metros de casa. Por essas e mais outras que é bom ir para lugares como o da foto! Lembrar que essa terra pode ser muito bonita num dia de sol! Eu preciso me lembrar disso, pois estou começando a notar que estou meio xenófobo com relação ao europeu e à Europa de forma geral. Eu acredito que em parte é a minha reação à xenofobia deles. Mas não sei. Talvez seja muito tempo para pensar, a falta de novidades por aqui ou só o trabalho do estudo. O estudo tem esse “efeito colateral”. Quando se tem tempo para pensar nas coisas, é fácil pensar bobagens. Falo bobagens pela pouca utilidade em se pensar na xenofobia européia, haja visto que terei que lidar com isso de uma forma ou de outra nos próximos anos. Não existe muito o que fazer a não ser aceitar ou perder tempo se revoltando com algo que não vai mudar no curto-prazo. Acho que essa é a parte do “aceitar” do Salmo da Serenidade. Talvez seja o momento de eu começar a ver as coisas de uma forma diferente. Voltar a encarar esses anos fora do Brasil como uma viagem mais longa. Como as que Marcopolo e seus compatriotas fizeram até a China. Uma loooonnnnggga viagem. Apenas fico receoso de o Daniel que voltar não conseguir mais se sentir brasileiro, pois é um Daniel mudado, com novos valores, novas visões e novas sensações sobre as coisas, as pessoas e o mundo. Eu sei que voltarei diferente, só não sei como. Parece que quando a gente é assim solteiro, passa-se por uma dificuldade diferente de quem tem família. As minhas experiências ficam somente comigo e dispersa entre dezenas de amigos e colegas de trabalho. Assim, nunca de fato a gente consegue compartilhar, em sua plenitude, essas mudanças na gente, como faríamos com a família. Fica-se cada vez mais único, mais raro, mais complexo, mais difícil de se fazer entender. Afinal, não terei as mesmas referências para as tantas coisas que gostaria de comunicar. Dizem que é bom, que é parte do crescimento. Aguardemos os próximos capítulos.

2 comments 15 Junho 2008


 

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