Archive for 5 dezembro 2011

Netshoes nunca mais!

Fonte: http://www.i9artigos.com.br

Apesar de toda facilidade que a Internet trouxe para a vida da gente, ela também trouxe novos e velhos problemas. Fiz recentemente uma aquisição na Netshoes.com. Queria utilizar um programa de pontos, o Km de Vantagens, da Ipiranga / Texaco, para conseguir um desconto de 12% nas compras na Netshoes. Segundo o regulamento que consta no Programa de Pontos, o desconto é válido para todos os produtos do sítio, com exceção dos lançamentos. Muito bem, fiz a conversão, rumei para a loja virtual e quando fui fazer o pagamento dos produtos adquiridos, o desconto não foi dado. Refiz a compra, tentei novamente, desta vez com menos produtos, troquei o navegador… Nada. Sem desconto. Depois, troquei os produtos… Em um certo momento, notei que o desconto surgiu! Algo fiz que deu certo! Tornei a colocar os produtos de meu interesse e… De novo, o desconto desapareceu. De repente, notei que existiam “letras miúdas” no rodapé do banner da loja virtual. Lá dizia que além dos produtos em lançamentos, determinadas marcas de produtos (exatamente as que eu queria comprar e as mais interessantes) não eram elegíveis ao desconto. Entrei em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente da loja e reclamei. Exigi o desconto ou os meus pontos de volta para o meu programa de fidelidade. Recebi um mero e-mail dizendo que isso era impossível e a loja se desculpava por qualquer inconveniente causado. Tentei reclamar com o Km de Vantagens e NENHUM canal de atendimento ao consumidor funcionava. Nem e-mails (que não tem), nem sistema de mensagens (dava erro e pedia para tentar novamente), nem telefone (a URA pulava direto para o fim do atendimento, pedindo para pontuar a sua qualidade?!), nada. Fiquei a ver navios. O que me chateia nessa história toda é que as lojas gostam de brincar de cobaia com a gente. Não sabem fazer, mas dizem que fazem. Somos “convidados” a participar “voluntariamente” (por conta e risco) dos amadorismos dessas empresas e pronto. Quando algo dá errado, que procure o Procon, o advogado, o fórum cível… Vire-se. E deixe que o tempo passe, que você recorra, que você perca a paciência para conseguir de volta 20 reais de desconto, ou 30 reais em gasolina no posto, ou um pedido de desculpas escrito no papel. Pois é, empresas virtuais. É legal poder fazer compras no conforto da minha casa, comparar preços e tal. Mas é impressionante como vocês querem vender o que não tem. Não tem bom pós-venda, a logística é um leap of faith, o meu dinheiro suado é usurpado sem a menor cerimônia. A droga é que por falta de coisa melhor, a gente acaba ficando com o que tem. E como somos um mercado grande de pobres, que não tem condição de pagar advogado que preste, de ficar pendurado no telefone ouvindo asneira de call center em horário de expediente, nem de pagar interurbano para acessar o SAC, acaba que ficamos nisso. Com um bando de empresas com um serviço medíocre. Serviço que dá certo em 60% dos casos, que causa úlceras de preocupação em outros 30% e premia 10% com pérolas do absurdo, dentre elas ficar sem o produto e sem o dinheiro (façam força e pensem num sinônimo!). Juro que fico pensando que ainda faltam bem uns 1000 anos para a gente ficar “moderno”. Não por falta de tecnologia. Mas por falta da boa e simples vergonha na cara. Bons os tempos em que se fazia negócio no fio do bigode.

5 dezembro 2011 at 11:14 pm 3 comentários


 

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