Vida de turista em Amsterdam

Hard RockAmigos, este post vai ser um pouco mais longo. Finalmente, depois de dormir muito bem de ontem para hoje, retomo os comentários desta segunda visita a Amsterdam. Saí sob muita chuva daqui de casa, como comentei ontem. Pois bem, o tempo aqui é muito louco mesmo. Era para ter chovido canivete ontem de tarde em Amsterdam. Porém, tivemos é um bom céu azul, como puderam ver nas fotos que postei no Flickr. Chegando lá, rumamos direto para o Museu van Gogh (lembrem-se da aulinha, “van rórr”!). No meio do caminho, porém, fizemos uma parada e tomamos um lanche (sim, levei uma “marmitinha” na mochila!) no meio da Museumplein. Tiramos algumas fotos e fomos para o museu, que fica atrás do Rijkmuseum. A primeira coisa maluca é a fila para comprar o ingresso. Ainda bem que não demorou muito. Quem tem o Museumkaart pode ir direto para a entrada. Este cartão dá acesso a mais de 400 museus na Holanda e de graça. Pode ser comprado em qualquer museu que faz parte da rede “conveniada” de museus. Porém, lá dentro, tinha mais duas filas: uma para deixar a mochila e o casaco; outra para ver as obras. Pois é, super-desagradável. Tinha fila para ver as coisas. Foi meio brochante. Simplesmente lotado. Três andares assim. O segundo e o terceiro eram os piores, pois estavam a coleção permanente e a maioria das obras do van Gogh. Sobre as obras, é impressionante o quanto ele pintou. Tudo com a ajuda de seu irmão mais novo, o Theo van Gogh. Em vida, van Gogh não vendeu nenhuma de suas obras. Theo cuidou do irmão louco e epiléptico. Ele faleceu um ano depois que Vincent van Gogh morreu, o que dá sinais de sua forte ligação. Van Gogh variou bastante o “visual” das obras. Ora eram com cores berrantes, como um céu verde que vi, passando por obras com traços mais definidos, outros com muita espátula, outros com aqueles traços retos como o de um auto-retrato dele e uma fase mais escura em que ele se encontrava deprimido. Nem tentei seguir a linha de sua vida, pois o local estava tão cheio que não tive vontade de ler os vários textos longos pintados ou projetados na parede. Anexo ao museu, tem uma parte para exposições temporárias, também em vários andares. Desta vez, tinham fotografias e uma mostra da obra de um pintor inglês de nome John Everett Millais. Vocês devem conhecê-lo pela pintura “Ophelia“. É uma pintura baseada na peça de Shakespeare, “Hamlet”. Assisti a uma pequena apresentação sobre o quadro e existem diversos detalhes interessantes. Este quadro foi inclusive utilizado em aulas de biologia, dado o cuidado do pintor em retratar fielmente o detalhe das várias plantas da cena. É uma mistura de plantas em diferentes estações, mas todas guardando algum significado. Como a rosa que bóia sobre o vestido de Ophelia e deriva para longe (o amor rejeitado), ou a flor de papoula boiando perto dela, representando o ópio e o seu efeito: fazê-la “dormir”, descansar, e amenizar a dor. Esse pintor foi uma descoberta. Os quadros dele retratando as várias estações são impressionantes. Saímos do museu de missão cumprida. Gostei, a despeito da lotação. Fomos para uma loja que fica fora do museu, atrás do Rijkmuseum, onde comprei um caneca de cerâmica com o logo do Van Gogh Museum pela metade do preço. Logo, a dica é evitar comprar na loja do museu. Passe nessa loja externa antes e veja o que ela tem e os preços. Depois, compare quando for ao museu. Na volta do museu e indo em direção ao centro, paramos no Hard Rock Cafe de Amsterdam. Entrei e olhei as peças expostas. Cara, estava lotado, com espera de 15 minutos para uma mesa para dois. Dentro estava muito abafado e enfumaçado pela cozinha. Na parte de baixo, tem o bar com uma vista muito legal do canal. Como estava cheio, resolvemos não ficar. Fiz outro passeio de barco também, pela companhia Plas. Esse é o baratinho, de €7. A diferença que notei é o sentido horário da visita pelos canais e o menor número de atrações. O da Lovers foi em sentido anti-horário. Nesse segundo passeio, o capitão deixa o playback rolar e pronto. Assim, tem algum silêncio entre os pontos turísticos. Entram mais turistas neste barco, de maneira que são mais barulhentos. Os bancos são retos, como de ônibus urbano, não muito confortáveis. Contudo, estava melhor cuidado e cheirava menos mal. O da Lovers tinha um cheiro de suor e os bancos eram de tecido, em volta de mesas. Logo, mais confortáveis e espaçosos. O capitão da Lovers era poliglota e falava um inglês melhor, o que ajudou a ter mais detalhes da cidade. Apesar do cheiro, continuo recomendando o Lovers. Um detalhe importante é que pude comprar nesse segundo passeio um pacote com 10 cartões postais com cenas de Amsterdam por €2. E eram bem tiradas e de boa qualidade. Para ser barato, não podia deixar de ter algum motivo: tem a foto do barco dessa empresa em todas elas! Fui para o Red Light District. O distrito fica ao redor da Oude Kerk (“Igreja Velha”), como acontece com os meretrícios antigos que encontrei em Minas. O que demarca o distrito são uns postes metálicos com leds vermelhos piscando no meio das ruelas que dão acesso a esse distrito. Nos becos, o que se vê são janelas com luzes vermelhas na parte de cima das janelas. Dentro, uma “moça” num quartinho com pia, cama, um banco alto, tipo de bar, para os malabarismos, às vezes até uma escrivaninha, um frigobar e, claro, cortinas vermelhas. Quando fechada, quer dizer que a “moça” está trabalhando. Pagam impostos e são reconhecidas como profissionais. Bem, não sei se era a escuridão ou o cansaço, mas eu não achei as “moças” feias! Tinha umas mais cheinhas, uma loira de bunda caída que passou por mim, mas nada assim tão ruim. A que eu achei mais gatinha, engraçado, até abriu a porta e me chamou! Elas são craques em saber quando a gente se interessa! Mas, como eu estava acompanhado, segui em frente e não parei para conversar e saber da vida dela, como parou ali, a expertise, a tabela de preço e tal. Sim, tinha uma fazendo a unha e telefonando no celular! Mas foi diferente do que eu imaginava. Eu pensei que elas ficassem em vitrines. Mas são como quartinhos com janelas grandes e uma porta de vidro. Ah, não poderia deixar de registrar: vi muita gente chapada de baseado andando pelas ruas. E de dia. Não tive coragem de entrar nos coffeeshops. Depois fiquei pensando na apologia às drogas que as lojas de souvenier fazem (stickers, cinzeiros, bolsas, camisetas e toda sorte de produtos com a folha da canabis estampada) e não achei legal. Para a compra de souvenier, recomendo o Grand Bazar. Aliás, essas lojas ficam abertas até 22h. Finalmente, antes de voltar para casa, comprei um cone de batata frita! Maravilhoso!!! €3,25 a média! Tudo de bom! Cheguei em casa depois 23h. Dia cheio.

P.S.: Retificando, o desconto não era só no domingo. Trata-se do National Museum Weekend. Nesse sábado e domingo, os museus da Holanda dão um desconto de 50% nas entradas e, em alguns lugares, é de graça.

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