Foco

cicloviaParticipei de outro lunch meeting, de um grupo de pesquisa devotado à ecologia. O tema era sobre plantas C3 e C4 e eficiência fotossintética, com possíveis implicações para questões relativas a Aquecimento Global, biocombustíveis, fome e por aí vai. Apesar do seminário ter sido extremamente técnico, com ciclos bioquímicos, balanço energético e sintatos em diferentes condições de fotossíntese, adorei. Foi um dos melhores seminários que eu já assisti. Um trabalho relevante, bem elaborado e bem embasado. A apresentação foi limpa, objetiva e clara, apesar do inglês falado do colega não ser dos melhores. Repetiu-se um fato que tem me incomodado um pouco: as pessoas que participaram do seminário fizeram questões tão amplas, tão fora do escopo do trabalho do seminarista que ele ficou várias vezes em condição complicada. Foi obrigado a dizer que não sabia qual era a resposta à pergunta do colega. Algo como “bem, você estudou a fotossíntese em C3 e C4; mas o que acontece se ocorrer um terremoto no seu país?”. Estou exagerando, mas as perguntas eram estratosféricas. Isso também aconteceu na defesa de um colega brasileiro aqui. O rapaz estudou sobre pinus e a banca examinadora lhe perguntava “o que acontece se for com outras espécies florestais?”. Prezado oponente (como chamam os componentes da banca), informo que a questão não cabe aqui. Afinal, a tese foi sobre pinus e não sobre todas as milhares de espécies amazônicas ou européias.

Mas nem tudo foi perdido. Resolvi, finalmente, comprar uma bicicleta nova. Vou amanhã na loja para fazer o pedido. É uma bicicleta alemã, uma Diamant. Eu não conhecia essa fábrica. Visitando o website deles, vim a saber que ela tem mais de 100 anos. Eu não ia comprar, mas hoje eu fiquei sabendo de um seguro para bicicletas muito legal. Com isso, não terei maiores prejuízos se me roubarem. Infelizmente, coisa muito comum por aqui. Tem um sistema de marchas internas no cubo, da Shimano, denominado de Nexus-8. Não só as marchas embutidas, mas também o dínamo e mais dois conjuntos de freios baseados em uma tecnologia de esferas, os rollerbrakes. É um sistema que não sofre desgaste e é tão eficiente quando os V-brakes (freios tipo pinça, mais comuns). Fui a uma loja aqui e descobri que existe até câmbio automático. Alguns modelos de bicicletas da marca Batavus (holandesa) são dotados desse sistema, chamado de NuVinci. Funciona como se fosse um câmbio CVT do Honda Fit. Porém, ao invés de polias, existe um sistema de engrenagens satélites variáveis. Coisa fina. Para completar, alguns modelos de bicicletas vêm com chips identificadores, para dificultar o roubo, farol com lâmpada halógena (como os do Mercedes!) e quadro de alumínio moldado por água (hydroforming), garantindo maior resistência estrutural e frames mais finos e leves. Enfim, muita tecnologia!! A idéia é usar a minha nova bike para fazer pequenas viagens dentro da província de Gelderland. É uma das regiões mais bonitas, creio eu, dos Países Baixos, dada a diversidade da topografia e vegetação. Vamos conferir!

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