Debute

CemitérioComo prometido, hoje eu me mandei na magrela para uma pedalada um pouco mais forte. Foram cerca de 45 km no total, não contando umas perdidas básicas no meio do caminho. Para variar, estou com o “derriê” avariado. Apesar do banco ser um Selle Royal italiano, é daqueles para corrida. Assim, nada confortável para o meu descarnado traseiro (aliás, Giro d’Italia aí!). Vou fazer a mudança do banco amanhã, já que vai chover e pretendo ficar socado em casa. Eu ia comprar um super-banco, um Brooks. Mas acho que vou só colocar o de gel que eu tenho e pronto. Não vou ficar investindo muito na bike. Além do mais, o seguro não cobriria o banco novo. Fez falta o ciclocomputador. Tem um baratinho lá na loja de 1,99. Talvez compre um na semana que vem. Na verdade, eu não precisaria, já que eu tenho um GPS. Aliás, graças à informação do Mika, um amigo brasileiro por aqui, usei um website muito bom para planejar rotas de camelo aqui na região. É o Fietserbond. Coloque o local de saída, o local de chegada, o tipo de caminho (o mais fácil, o com mais natureza, o mais curto, o com menos subidas etc.) e pronto. O website faz o desenho do caminho, indica no mapa, mostra a distância a percorrer, o tempo estimado e, o mais legal, permite o download de arquivos GPX que podem ser carregados no GPS. Ele também indica as ruas e distâncias na forma de uma lista que pode ser impressa. Porém, a lista não é tão boa quanto o GPS. O problema é que, em alguns cruzamentos, não necessariamente existem placas com o nome da rua. Assim, é preciso andar um pouco até ver a placa e confirmar o nome. O GPS também não é 100%. Por exemplo, eu peguei uma rua paralela ao trilho do trem, mas do lado direito. Não cruzei uma ponte para o outro lado e continuei no lado direito. De repente, o GPS me informa para virar a esquerda, só que não existia nenhuma rua, mas o trilho do trem e um barranco de uns 15 metros. Isso aconteceu porque o GPS tem um erro que varia de 10 a 30 m dependendo da qualidade do sinal obtido por ele. Essa “tolerância” foi suficiente para me fazer errar o lado a percorrer. Ainda assim, foi muito bom o passeio. O dia estava ótimo! Muita gente caminhando pelas ciclovias. A região da província de Gelderland é ótima de fato para esses passeios! As paisagens estavam incríveis! Postei algumas fotos no Flickr. Aliás, o povo parou de ir ver o álbum. Tem um monte de foto nova lá, galera!

O passeio que fiz foi para Arnhem, mais especificamente para o Openluchtmuseum. Eu fui para ver a entrada do museu e conhecer o caminho. Também passei pela entrada do maior zoológico dos Países Baixos, o Burger’s Zoo. Tem até um aquário com espécies marinhas e um túnel de vidro por sob o aquário. Como eu esqueci a carteira em casa, eu estava sem grana e não ia dar para entrar mesmo que eu quisesse. Passei em Oosterbeek. Essa cidade possui um museu de guerra muito interessante, o Airborne Museum “Hartenstein”. O website do museu informa que tem um pátio com tanques M4 Sherman que estão nos lugares originais onde foram abatidos. Nesta mesma cidade está o cemitério onde foi enterrado os corpos de 1.765 soldados que participaram da operação “Market Garden”. Tirei fotos do cemitério. Uma delas está aí em cima. Um dos episódios mais marcantes dessa operação foi a tentativa de tomada da ponte sobre o Rio Reno, na cidade de Arnhem. Essa história está registrada no filme “A Bridge Too Far”. Estou me programando para a semana que vem ir para esse museu. Tudo vai depender se o tempo estiver legal. Quero dizer, se não estiver chovendo!!

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