Recarregando baterias

GaivotaFazendo rapidamente as contas de ontem, foram mais de 30 km andando de bicicleta pela ilha de Texel. Hoje, para completar a saga, andei mais 19 km indo até uma cidade próxima daqui para fazer novos exames de raio-X. Parece que no primeiro exame, em fevereiro, encontraram algum indício de fibrose no meu pulmão esquerdo e queriam que eu tirasse outras duas chapas para confirmar. Talvez tenha que fazer um acompanhamento a cada três a seis meses, com chapas regulares. A laboratorista me disse que não precisava me preocupar, pois a ocorrência de falso positivo para fibrose é muito comum e eles apenas queriam tirar a dúvida. Também acho que não é nada, pois não tenho sentido nenhum problema respiratório. Na ida para essa cidade, Ede (“êida”), eu me perdi no caminho em Bennekon, uma cidade que fica entre Ede e Wageningen. Um saco. As ruas são tão parecidas e fiz o caminho apenas três vezes, o que me confundiu. Cheguei dez minutos atrasados para a chapa. Para piorar, o pessoal está arrumando a avenida inteira em que fica a clínica. Bem na frente do centro médico, a rua e a calçada estavam fechados. Tive que dar a volta por trás do quarteirão para chegar a uma rua que me desse acesso à clínica. Enfim, o que podia existir de complicado aconteceu. Sem falar em recapeamento de algumas vias que eu passava. Fiquei sem saber se podia ou não passar por ali. No final, tudo acabou bem. A ida levou quase o dobro do tempo da volta. A volta eu fiz por outra avenida maior paralela e vim bem mais rápido. Tive que ir de bicicleta na marra, pois os ônibus estão em greve ainda. Parecem que ameçam ficar todo o mês assim. A universidade disponibilizou ônibus na sexta e no domingo para transportar os estudantes entre a estação de trem e o campus. Para completar o dia, fico sabendo que eu deveria ter emitido a DARF e recolhido o meu imposto de renda em ABRIL. Mudaram o esquema, pois tenho quase certeza que há dois anos atrás eu paguei por débito em conta corrente. Desta vez, a porcaria do programa não pediu os meus dados bancários e fiquei meio desconfiado. Tentei achar informação sobre o pagamento e não achei. É muito confuso, pois o débito em conta vale para pagamento em várias cotas, mas não para a primeira parcela. Mas imaginei que para cota única, ela fosse possível também. Enfim, com essa confusão, fiquei com a maior grana parada em conta corrente, sem render, amarguei uma multa e juros que ficaram em mais de 10% do imposto que tinha que pagar. Já paguei um imposto ENORME. Com os encargos, aí sim a coisa foi para o brejo. Para piorar, o Banco do Brasil estabeleceu um limite de pagamento não agendado que era inferior ao que eu tinha que pagar com a DARF. Resultado: tive que agendar o pagamento para daqui quatro dias (pois a DARF emitida por Internet não faz cálculo para período inferior a três dias para pagamento) e contabilizar mais quatro dias de encargos. Cada dia que passa, eu fico mais pau da vida com essas burocracias. Nessas horas é que a gente percebe que quem trabalha mais é punido pelo Governo. Uma diretiva interessante para um país que se diz ávido por crescer.

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