Mundo pequeno

Casas em Amsterdam
Casas em Amsterdam

Fui para Ede, uma cidade próxima daqui de Wageningen. Queria verificar o preço de uma geladeira, de um microondas e de um steamer em uma cadeia grande de loja especializada em eletro-eletrônicos. Pretendo comprá-los para colocar no novo apê. Felizmente o preço do frete é fixo. Assim, não importa a quantidade de produtos entregues. Outra coisa que me chamou muito a atenção é uma taxa que eles têm aqui que é para “coletar” o antigo eletrodoméstico. Quando se compra uma geladeira, por exemplo, paga-se 17 euros como taxa para remoção da antiga geladeira, mesmo que você não a tenha (como é o meu caso). Na teoria, a idéia é cobrir os custos com a reciclagem do produto, dentre eles a reciclagem de gases como o freon. No caminho, achei um joguinho para Game Cube da Nintendo. Quis verificar a falada compatibilidade com o Nintendo Wii. Não funcionou. É preciso ter o joystick e o cartão de memória do antigo Game Cube. Novamente, mais outro “detalhe” dessa saga dos games. Passei no supermercado e depois rumei para um churrasco de última hora. Choveu pesado e rápido no final da tarde. Mas foi tempo suficiente para fazer o churrasco, comer e voltar para dentro da casa. Caiu outro pé-d’água em seguida. Desta vez com muito raio. Porém, o churrasco foi interessante, pois conheci um grupo de pessoas que moram aqui nos Países Baixos mas não são “nativos”. Olhando para qualquer uma delas, você pensaria que fossem brasileiras. Depois vim a saber que se tratavam de surinameses que vieram para cá e se integraram à comunidade. Detalhe: também falavam inglês. Outro detalhe: o filho de uma delas de 14 anos falava também inglês com desenvoltura. Disse que nunca tinha tido aula, mas aprendido vendo a TV que, por aqui, é bilíngue para alguns canais (falado em inglês, com subtítulo em neerlandês). Dito isso, tenho que admitir que o mundo é “pequeno”. A miscigenação dos povos não é um traço exclusivo do Brasil. Tem um efeito interessante de aproximar realidades diferentes. Longe de dizer que estão de fato “integrados” à sociedade européia, ainda assim não se pode negar que essas pessoas fazerm parte dessa realidade e estão construindo um futuro igualmente alvissareiro com filhos assim, frutos de dois mundos.

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