Retorno dos “lunch meetings”

Kombi Kasteel, a cervejaria
Kombi Kasteel, a cervejaria

Retornou a programação normal dos lunch meetings. Tivemos a primeira depois das férias de verão do povo daqui. O colega que apresentou é um indiano. Ele vai defender a tese dele nesta sexta-feira. Fiquei me colocando no lugar dele. Cara, deve ser uma semana insone. Não sei como eu lidaria com isso. De um lado, claro, o fim. No caso dele, após cinco anos por aqui. De outro, essa espera infinita até a data. Eu conversei brevemente com ele e soube que está prometido a uma garota lá na terra dele. Casamento acertado e tudo. Isso de ter um casamento arranjado pelos pais me soou meio anacrônico, mas é como se faz as coisas na cultura dele. Discutindo com uma outra amiga, chegamos à conclusão que talvez seja uma forma de “arranjo” que resulta em casamentos mais estáveis. Parece meio duro falar de relacionamento sem paixão, sem essa sensação de arrebatamento. Porém, vejo que por outro lado, tudo feito no calor da paixão tem um perigo enorme de não dar muito certo. Exatamente porque é feito na “cegueira” da paixão. Sempre se fala de uma fase posterior de “arrefecimento”, num “amor brando”, “maduro”. Acredito sim no amor maduro. Amor é um constante construir. Sendo assim, podemos construir a partir do pico de uma paixão, que se abranda, ou a partir de algo não tão emocionante, mas que se intensifica e vira esse amor maduro. Claro, quem sou eu para falar de casamento. Casamentos à parte, tive a minha primeira aula de tênis em quadra indoor. Na hora da aula chovia canivete. O pessoal da turma anterior estava todo jogando debaixo de MUITA chuva. Perguntei ao professor, “vou ter que jogar na chuva?”. Do jeito que esses neerlandeses são blindados para chuva, pensei nessa possibilidade sim. Mas não, fomos para a quadra de dentro quando deu o horário. É que a turma anterior começou em tempo “bom”, mas resolveram permanecer, mesmo com a chuva. Não apareceu muita gente para a aula. A sensação de jogar indoor é estranha. Levou um tempo para me habituar com o espaço e as luzes artificiais e seus reflexos. Um pedaço da quadra estava molhado e tomei o maior tombo. Foi um tombo macio, sem maiores conseqüências. Voltei para casa, tomei o banho e resolvi passar no supermercado. Voltei de lá fazendo sol e com céu azul. Um bom dia.

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2 pensamentos sobre “Retorno dos “lunch meetings”

  1. O amor entre duas pessoas se transforma ao longo do tempo. Geralmente começa com a paixão, aquelas bobices de recém-aceitados. Daí vai passando para admiração pela pessoa, vai-se construindo uma história junto daquele par. Após tantos anos, se conhecem tanto (manias, hábitos, costumes) que parecem ser um só.
    Tem muita gente boba por aí quer apenas “sentir” paixão o tempo inteiro. Quando arrefece um pouco: “o amor acabou, tchau!”. Não dá valor em construir juntos e superar dificuldades com união.
    É complicado aceitarmos o modo indiano de “miai” (outros escolherem pela gente parece absurdo), mas de repente dá certo também. Senão a Índia não teria mais de um bilhão de habitantes. Também dizem q a Índia é um dos países mais pacíficos do mundo!

  2. Pois é, Alexandre. Obrigado por ratifar o que penso com a sua experiência. A mídia é forte para passar essa imagem de “amor de novela”. Ou daquele “amor drama”. Hoje, dia 05, esse mesmo rapaz fez a defesa. Não sei quando voltará para a Índia.

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