Ficar em casa

Campo e cidade em Arnhem
Campo e cidade em Arnhem

Mudanças de plano novamente. A minha amiga quis ir para o cinema e abortamos de novo o conserto do computador dela. Assim, fiquei em casa, curtindo o meu espaço e os pensamentos aqui e ali. Claro, a TV estava incluída na curtição. Curto muito os canais da National Geographic (NG) e do Animal Planet. Um programa que vi hoje muito legal é chamado “Planet Mechanics”. É um programa da Inglaterra com um ex-engenheiro do exército e um inventor profissional. No programa de hoje (que deveria ter ido ao ar somente em outubro?!), eles montaram um sistema de aproveitamento de gás de madeira para movimentar uma caminhonete. Não sabia mesmo que a madeira liberava um gás combustível tão inflamável. Com 20 kg de madeira, mais ou menos, rodaram uns 150 km. Foram até o centro de Londres com essa caminhonete! Mediram as emissões e foram incrivelmente menores em termos de monóxido de carbono. Pediram a ajuda de um outro rapaz da Dinamarca ou Finlândia, não tenho certeza, que foi bem sucedido em montar carros desse tipo. Eles não estavam conseguindo fazer a caminhote ligar. O rapaz deu umas dicas de como fazer o sistema funcionar. Realmente bacana. Vocês podem ver quem são Dick (o “eco-engenheiro”) e Jem (o inventor maluco) e os vários episódios feitos por eles neste website. O nome desse episódio com o carro movido a gás de madeira é o “Tree Powered Car”. Um outro negócio maneiro nesse canal da NG são umas pequenas vinhetas que mostram o trabalho de pessoas que de alguma forma se admiram com as coisas do mundo. Eu vi o trabalho de um fotógrafo chamado Mike Yamashita, um nipo-americano que ganhou vários prêmios em fotografia e fez um livro de fotos que ele tirou ao longo do caminho feito por Marco Polo. Yamashita se especializou em fotos na Ásia e faz trabalhos para a NG.  Vocês podem ver o trabalho dele em seu webiste.  Ele também é associado a um grupo de fotógrafos independetes, o Independent Photographers Network (INP). O INP é uma iniciativa que procura facilitar a comercialização de fotos de seus associados. A coisa mais legal que achei no INP foi uma “calculadora” de preço de uso de uma dada fotografia. Finalmente, vi uma experiência científica meio maluca promovida também pela NG chamada “The Genographic Project“. A idéia deste projeto é mapear geneticamente, por meio de seqüenciamento de DNA, a movimentação das populações humanas. Não se trata de fazer uma árvore genealógica. Você adquire um kit com informações sobre o projeto e um pequeno material de coleta do muco bucal. Você envia, anonimamente, o material para o centro de análise deles, onde vai ser comparado com as amostras de várias outras pessoas e, assim, ajudar a rastrear os movimentos humanos pelo mundo. É, também achei chato essa coisa de comprar. O kit custa quase US$ 100. Mas eles afirmam que é para cobrir os custos da análise, que não são baratos. Viram? Ficar em casa é também cultura!

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