Jantar cultural

Bosque de Sonsbeek

Bosque de Sonsbeek

Meu dia girou ao redor de um jantar multicultural. Fui convidado para preparar um prato comum do Brasil. Por falta de mais idéia, experimentei fazer pastel, como o que fiz há uma semana atrás. Desta vez, acertei a massa. Além de ficar mais fina, ficou com cara de pastel, com aquelas “bolhas” parecidas com a pele de um sapo. Creio que três coisas contribuíram para isso: 1) mudamos a farinha; 2) sovei até cansar; e 3) coloquei uma dose inteira de pinga na massa. Além disso, consegui fazê-la mais fina. Cansei um monte afinando a massa com o pau-de-macarrão. Felizmente, tive a ajuda de uma amiga, que colocou o recheio e fechou os pastéis. Tarefa igualmente árdua. Foram praticamente duas horas nessa alquimia culinária. Além dos pastéis, fiz caipirinhas. Comprei as “limes”, o nosso Tahiti, que vim a saber que eram o nosso limão mesmo. Veio com o selinho de “Brazilian”. Uma nota. Foi praticamente um euro por dois limões. Enfim, fiquei feliz que gostaram da bebida. Tomaram as duas inteirinhas. Gostei muito do encontro. Primeiro, pela disposição dessa família holandesa de juntar a todos. Segundo porque um dos colegas de cozinha, da Uganda, um orador nato, fez o seu costumeiro agradecimento ao final do evento. É impressionante a capacidade de síntese, de observação e verdadeiro agradecimento. Realmente muito interessante. Eu particularmente não tenho essa habilidade e desejo. Mas é nítido perceber como a história oral nesse cidadão é algo importante. Se a escrita não existisse, seria em caras como esse que a nossa história dependeria. Realmente muito legal conhecer pessoas especiais como essa. Como nota, o nosso pastel existe também na África e na Índia com o nome de “samôssa”. Já experimentei a de um colega da Indonésia, mas o recheio era à base de molho curry e com batata. Na índia, o recheio também é diferente, mas não lembro o que era. Eu sei que já comi isso no Brasil, num restaurante meio que indiano, meio que vegetariano. Mas não me lembro de tê-lo achado parecido com o nosso pastel. Também tivemos uma sessão de jogos. Uma parte do grupo jogou aquele jogo de memória, com cartas. O bacana é que as cartas eram feitas de fotos que foram protegidas com uma espécie de plástico duro, como se fosse um filme de contact mais grosso, na frente e atrás. Fácil e interessante de fazer. O outro jogo é aquele de varetas. As varetas deles são menores, com uma madeira mais leve e as pontas menos afiadas do que a nossa. Mas a idéia do jogo é a mesma. Jogamos também o mexe-mexe, que também tem uma versão holandesa, com pequenas modificações. Como podem ver, provas de um mundo verdadeiramente global, antes da própria Internet.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s