Língua nacional

Um casal de cisnes

Um casal de cisnes

Fui com o novo colega de trabalho para uma cidade aqui perto para mostrar o Media Markt. Dois fatos me chamaram a atenção no caminho. A primeira é a correria da moçada de bicicleta, tal qual louco correndo de carro no Brasil. Coisa do tipo tirar fina, passar “buzinando” (dlim-dlim da campainha!), sair acelerando numa carreira desembalada. Achei graça. É como “pobre” querendo tirar onda de fusca. Não me entendam mal os pobres, pois de uma forma ou de outra, acabo fazendo parte desse grupo também. Não tive fusca, mas já tive meus momentos de metidez com uma Brasília 1975 azul. Vi que faço o mesmo quando estou sozinho. Saio correndo feito um doido de bicicleta. A segunda coisa que me chamou a atenção foi ser parado duas vezes por pessoas pedindo ou perguntando algo em neerlandês. Respondi que falava em inglês e eles nem quiseram continuar a conversa. Coisa do tipo, “eu também não sei falar outra língua”. Isso me chamou a atenção porque, por viver em um cidade em que praticamente todos falam inglês, eu encontrei pessoas em outras cidades que não falam. Coincidentemente duas pessoas no mesmo dia, num espaço de menos de uma hora, em lugares distantes e diferentes. Ocorreu-me que, sim, eles falam mais o inglês que franceses ou alemães. Mas não é tão generalizado assim como a gente pode pensar. Como a nossa tendência é de visitar os lugares mais turísticos, sempre tem alguém que fala inglês. Mas quando vamos a lugares menos “pops”, o nativo mesmo não é assim tão literado. Myth busted!

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2 pensamentos sobre “Língua nacional

  1. Prá vc ver que independente do país ser primeiro ou último mundo, o “modus vivendi” e costumes (guardadas as devidas proporções) não mudam muito.
    O comportamento do ser humano é bem parecido não importa nacionalidade, raça, cor, credo ou crença.
    “Myth busted!” foi ótimo, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

    Abraço

    Alexandre Broto

  2. Pois é, cara. Não muda mesmo. O mesmo vale para a universidade. Igualzinho no Brasil. Os mesmos problemas de egos, poder, “facções”… E digo mais: a educação brasileira pode carecer de material, de um pouco de qualidade nos alunos, de um certo “relaxo” acadêmico. Mas no final, quando o bicho pega e o povo começa a “apelar”, nós brasileiros lidamos muito mais criativamente com os problemas. Nessa hora se percebe que esse modo “Gérson” de levar vantagem é uma estratégia de sobrevivência eficaz. Não, não é bonito. Mas que resolve o problema, resolve. Num “mundo” como o Brasil, isso conta muito. Diferente dos países “desenvolvidos”, não ficamos nos vangloriando de sermos “desenvolvidos” quando, na verdade, somos todos filhos de Deus, farinha do mesmo saco. O legal de ser brasileiro é que pelo menos não fazemos os outros crerem que somos diferentes do que realmente somos.

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