O ciclo inverso e perverso da vida

Museu Van Gogh

Museu Van Gogh

Não vou escrever muito hoje. Não estou muito legal. Um grande amigo nos EUA perdeu o seu filho num acidente de moto esta manhã. Total choque para mim, pois eu conhecia o rapaz. Cara trabalhador, construiu a casa dele, deu um neto para o pai e estava namorando firme uma outra pessoa que, aliás, já estava morando com ele há alguns meses agora. Estive lá em fevereiro passado ajudando a descarregar os equipamentos de musculação dele. Tínhamos trazido da casa da irmã dele. Fui dirgindo a Toyota velha do pai dele seguindo a caminhonete com os equipamentos. Essa foi a última vez que nos encontramos. Que porcaria. É a segunda vez que testemunho os pais verem o seu filho partir antes. Fico imaginando as milhões de lembranças que devem passar na cabeça dos pais. O dia que nasceu, as férias, o primeiro dia de escola, as travessuras, as encrencas, as brigas, os perdões… Um verdadeiro filme de terror. Tantas memórias, tanto de nós lá e, de repente, se vai, num estalo. Não consigo pensar em perda e dor maior que essa. Nessas horas muito pouca coisa faz sentido. Como somos frágeis.

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