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Gaivota adora maionese!

Gaivota adora maionese!

Sumi um tempo, galera. Estava meio que pensativo na vida. De um lado, o término de uma parte do meu trabalho. De outro, a partida de um amigo. Nessas, fiquei repensando algumas coisas que faço, como encaro a vida, as pessoas, a mim mesmo. No final, hoje foi bem típico para isso. Fiquei muito irritado com um comentário de um professor e, no final, para quê. Para nada mesmo. Primeiro porque não é da alma desse professor ser impertinente. Segundo, porque o cara errado sou eu. Eu é que ainda “manco” com essa coisa de ego, de orgulho, de falta de auto-estima. Sim, eu percebo que muito da minha irritação, da explosão no trânsito, ou de como reajo a comentários como o de hoje, no fundo, tem como causas essas minhas “manqueiras”. Pensando nas coisas que são importantes para mim, volto ao meu tempo de mestrado. Uma das conclusões do meu trabalho é que uma motivação central nas pessoas é a busca de paz. Por tabela, paz para se sentir feliz. Feliz passa a ser conseqüência, não finalidade. Por acaso, eu achei um webiste chamado Kiwanja.net. A página tem uma característica interessante que são pequenas “máximas”. Alguns dos autores eu reconheci. Outros, são completos estranhos para mim. Mas na primeira página, tem uma que foi meio “dura” para mim. Por um lado, concordo, pois tem a ver com essa idéia de felicidade como conseqüência. Por outro lado, eu discordo, quando faz da vida algo “produtivo”, num sentido utilitarista. A máxima diz:

The purpouse of life is not to be happy – but to matter, to be productive, to be useful, to have it make some difference that you lived at all. (Leo Rosten).

Fato é que ainda continuo acreditando na paz. No shalom judaico, no mimetismo xintoísta da Natureza, na imagem do Maná católico e de tantos outros símbolos que nos alertam da importância de encarar a nossa finitude, a nossa imensa pequenez e a nossa dificuldade de lidar com elas. Não sei se existe dor, amor, experiência suficientes na vida para podermos ter paz. Parece o contrário. Que existe muita dor, pouco amor e experiências de mais em coisas “de menos”. Como sempre, é tudo uma questão de bom senso. Aprender com a dor, amar a si e acreditar que as coisas que precisamos estão ali, no caminho de nossas vidas, como um caminho marcado por grãos de milho. Somos nós correndo atrás do Coelho Maluco, aquele mesmo de Alice no País da Maravilhas. Falando de maluco, fecho o post de hoje com outra máxima do Kiwanja.net:

You can always trust the information given to you by people who are crazy – they have an access to truth not available through regular channels. (Gertrude Stein).

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