Agora cloudy computing de verdade

Cogumelos europeus

Cogumelos europeus

Quem conhece um pouco de informática, deve ter ficado na expectativa do meu comentário sobre cloudy computing de ontem. Para quem não conhece, trata-se da denominação que deram à nova tendência nas Tecnologias de Informação (TI). Ao invés de se focar em hardware e software cada vez mais pontentes, fala-se de serviços no mundo virtual das redes. Por exemplo, é o pacote “Office” da Google. Você troca um computador com o office instalado, por um equipamento simples, como os netbooks, com um navegador de Internet e acessa os programas de edição de texto e planilha online disponíveis no iGoogle. Essa tendência do mundo da TI aponta alguns novos caminhos para se ganhar dinheiro. Empresas como a Microsoft, a Sun Microsystems e a Motorola, antes gigantes do software e hardware, agora estão se vendo obrigadas a repensar seus negócios. A Google se posicionou para esse novo mercado com o sistema operacional aberto Android, de olho nos aparelhos móveis. O mesmo acontece com o mercado de smartphones. A coisa é tão séria que na Índia, por exemplo, 1/3 das conexões à Internet são feitas por meio desses celulares e não por computadores. A China bateu os EUA em número de pessoas que acessam a Internet, ultrapassando os 250 milhões. Também com grande participação dos telefones celulares. O negócio do futuro parece se configurar como os serviços para este cloudy computing. O acesso à Internet, a venda de produtos como os mapas de GPS, notícias, conteúdo multimídia e por aí vai. Diga-se de passagem, tudo isso muito caro. Aqui nos Países Baixos, por exemplo, compra-se um iPhone por 70 euros, mas se é obrigado a fazer um contrato de fidelidade de 35 euros por mês, por dois anos. Ou seja, em dez meses você terá pago metade do preço corrente do iPhone, “inflacionado”. Afinal, pelo preço que vendem o iPhone aqui, na faixa dos 600 euros, compra-se um notebook core duo, com 160GB de HD e 2 GB de memória. Porém, as pessoas estão sim querendo pagar por facilidades. Transferir fundos por celular, comprar uma lata de refrigerante na máquina, pagar a passagem na catraca do ônibus, comprar produtos no supermercado e tantas outras despesas do nosso dia-a-dia. Para mim, tudo isso traz uma grande preocupação. Já pensaram se esses gigantescos data centers ficam desconectados, sofrem um atentado terrorista ou simplesmente ficamos perdidos no meio do Atlântico sem conexão com a Internet? Pois é… Você não faz mais nada. Essa dependência cada vez maior nessa “cloud” virtual é assombrosa.

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