Comer, beber e querer

Estrada do interior

Estrada do interior

“Comer, beber e querer” era o adágio nas paredes de um restaurante que fui na última quarta. Segundo os cientistas, as duas coisas que mais liberam dopamina, responsável pela sensação de bem-estar, de enlevo espiritual e corpóreo, é o sexo e a comida. Pelo visto, o pessoal desse restaurante já sabia disso! Essa história de comer fora todos os dias tem acabado comigo. Com certeza engordei um bom bocado. Ao mesmo tempo que é um prazer poder comer e se fartar, é um peso na consciência, uma sensação de culpa por ter comido demais. Pelo visto, é sempre difícil a gente se sentir satisfeito, contente. Acabo entendendo o porquê de às vezes as pessoas serão tão “picky”, isto é, difíceis de agradar. Somos mesmo. Conversando com um amigo da Suécia, comentava sobre isso do homem ter a tendência natural de ser “preguiçoso”. Essa coisa da gente procurar sempre o jeito mais fácil, de menor energia. A tal da entalpia. Parece que ser assim “picky” é uma parte “intrínseca” do ser humano. A diferença é que, enquanto ser preguiçoso tem a ver com economizar, o ser picky tem a ver com poder, com ego, com competição. Claro que ser preguiçoso não é tão legal. De vez em quando até vai. Mas o segundo é chato, mesmo quando acontece de vez em quando. Por que dessa discussão toda? É a sensação de que estou entre estar “preguiçoso” e estar “picky”. Sinto uma incômodo com algo, mas não sei se deixo do jeito que está, ou se faço alguma coisa. Difícil. Não descobri a etimologia da preguiça e do picky.

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