Radinho de pilha

Eu e o moinho de vento

Eu e o moinho de vento

Eu lembrei de uma história que queria contar há algum tempo atrás, mas que sempre acabei esquecendo. Por acaso, descendo o elevador de manhã, eis que o pessoal de limpeza do prédio entrou. A menina estava com o celular dela a todo volume tocando música, sem os fones. Por engraçado que pareça, esse hábito é comum entre os jovens por aqui. Você vê vez ou outra alguém passando de bicicleta com o celular pendurado no punho tocando alguma coisa. Curioso mesmo. Afinal, o som fica distorcido e alto, não é estéreo, tocam umas músicas meio que “bregas”, bem “techno”, suficiente para alguém de bom senso se sentir meio… Ridículo! Depois, fiquei pensando no pessoal das antigas que andava com radinho de pilha Aiko grudado na orelha, aquela antena enorme levantada, para ouvir o jogo de futebol enquanto voltava para casa, preso no trânsito, dentro do ônibus. E era legal! Muito melhor assistir um jogo de futebol no Pacaembu com o Silvio Luís gritando “Pelas barbas do profeta!!!”. Particularmente nunca assisti a jogo no Pacaembu. Resquício de um copo de xixi que jogaram uma vez na minha cabeça quando assistia um jogo lá no interior de São Paulo. Como a “Pimentinha” cantava, aquela música de Belchior:

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais…

(Como os nossos pais, Belchior)

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