Papo cabeça

Madurodam

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Tem vezes que nem me dou conta, mas fico meio “over”. Engatei num papo cabeça sobre filosofia, verdade científica, neutralidade política, religiosa… Eu gosto de falar dessas coisas. Afinal, essas reflexões foram tão importantes para mim, para a minha vida, para o meu auto-conhecimento, que gosto de falar sobre isso. Quero compartilhar com os outros sobre as minhas jóias, essas pequenas pérolas de saber que me custaram um bocado de tempo e matutação para consegui-las. Contudo, como todo presente, não é o preço, ou a sua singularidade, ou o seu tamanho que o torna um bom presente. Mas casar o presente e o presenteado. Pois bem, fico um pouco sem graça quando algo tão caro para mim tem um impacto tão pequeno em algumas pessoas. Tento não ficar chateado. Afinal, isso denotaria uma expectativa da minha parte. Tento também não ficar matracando, tentando me fazer entender, ou cativar as pessoas, ou simplesmente convencê-las pelo cansaço. Tudo tem o seu momento. Reconhecê-lo é uma arte. Talvez disso se consubstancie a sabedoria. Tanta experiência para se compartilhar que a cada momento temos sempre algo com que contribuir, no tempo certo. Como falava um filme, o que faz um comediante ser bom é o timming. Talvez seja o mesmo para presentes.

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