Os limites da moral

Primaveras

Primaveras

A vida é uma experiência mesmo. Ela nos coloca em situações, no mínimo, bizarras. Ultimamente eu venho batalhando com um questionamento comigo mesmo. Qual o limite da moral? Parece que quando a coisa acontece com a gente, tudo é permissível, tudo tem uma explicação “justa”. Mais do que um dilema ou uma dor na consciência, é a sensação de que nós somos sim dotados de livre arbítrio. Podemos fazer qualquer coisa. Aí vejo que a questão não é o que decidimos em si, mas as conseqüências do que decidimos. Somos capazes de lidar com elas? Se a resposta é sim, existe uma tendência da decisão ser legítima. Legítima no sentido de aceitável por nós. Isto é, não nos causa dor na consciência. Assim, a questão sobre lidar com uma decisão difícil nunca é o que decidir ou como decidir. Mas quão forte somos para suportar a decisão. Como essa capacidade de suportar varia conforme o momento de nossas vidas, o nosso estado de espírito, a nossa maturidade e outras coisas, fica claro que esse limite da moral também varia. O que pode ser aceitável hoje, pode não sê-lo amanhã e vice-versa. Talvez por isso sejamos tão “volúveis”. Ou melhor, agimos diferente em situações similares.

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