Brave new world of Macs! – Parte 1: Hardware

Apple's logo

A "maçã" no Brasil

Estou mudando para a linha Apple. Mesmo com o Steve Jobs chamando os seus “queridos” consumidores de burros em entrevista dada ao livro “A cabeça de Steve Jobs”, de Leander Kahney, eu resolvi experimentar a linha Mac. Comprei um MacBook Pro. Depois de pesquisar bastante, de ouvir um monte de amigos applemaníacos e me cansar do Windows Vista, gastei uma grana “gorda” para adquirir esse rapazinho. Comprei na recém lançada Apple Store no Brasil. Para quem não sabe, a Apple tem uma loja “acadêmica”, onde se pode adquirir produtos deles com algum desconto se você for estudante ou trabalhar em universidade/escola.  O desconto é em torno de 5%. Mas vamos lá às minhas primeiras impressões com este gadget tecnológico.

A parte externa: a primeira coisa que me chamou a atenção no MacBook é que ele é muito “clean”. Não tem nenhuma abertura de ventilação visível. Trabalhando com ele digitando texto ou navegando (demanda menos processador), ele é silencioso. O barulho de ventoinha é mínimo. A tela é fina, graças à tecnologia de retroiluminação por LEDs (diodos emissores de luz). O conector do cabo de força é magnético. Se alguém esbarra no fio do carregador, o cabo se desconecta do laptop, sem derrubá-lo. O disco se insere por uma ranhura do lado direito, como num CD player de carro. Não tem botão de ejeção. O corpo do laptop é uma peça só de alumínio, o que lhe confere uma ótima sensação de rigidez mecânica. Li que algumas pessoas já conseguiram amassar esse corpo ao pegar pelo lado esquerdo do laptop com apenas uma mão. É o lado onde se encontra todas as conexões USB, firewire, miniDisplay Port, rede, energia e leitora de cartão de memória (existem mais recortes no corpo do produto). O teclado é retroiluminado, o que ajuda a digitar quando se está em ambiente escuro, como em um vôo. A refrigeração interna se faz por debaixo do teclado e em ranhuras localizadas atrás do laptop escondidas completamente pela dobradiça da tela. Na parte externa toda, existem apenas dois botões: um de power e outro para verificar uma barra de LEDs indicadora da carga da bateria. São mais de sete horas de carga disponíveis numa bateria “inteligente”. Ele tem um circuito que controla a carga e a descarga da bateria, evitando o efeito memória nela. O polímero utilizado na bateria é novo, garantindo uma vida útil três vezes maior que uma bateria normal. Espero que dure pelo menos seis anos. Isso é importante, pois a bateria fica embutida no laptop, sem acesso pelo usuário. Falando em luzes indicadoras, só tem mais uma na lateral à frente do laptop, de cor branca. Ela indica se o computador está em modo de economia de energia ou standby. Ah, tem uma “grande” nas costas da tela, iluminando a logo da Apple(!). Bandeiroso pacas! Existe ainda detalhes no carregador. Ele é um quadrado simpático que permite intercambiar entre um cabo de força prolongador ou um conector bipolar. O carregador tem dois “latches” que saem do seu corpo e onde se pode enrolar o excesso de cabo que vai para o laptop. É tudo muito bem pensado, nos mínimos detalhes. Nunca vi nada parecido, mesmo em laptops Windows top de linha como o Vaio da Sony.

A parte interna: eu abri o meu laptop para instalar novos pentes de memória e um disco rígido (HD) maior. O valor na loja é muito maior do que comprar as peças separadas e você mesmo instalar. Só animei a fazer isso porque o manual indica que essa é uma operação que pode ser feita naturalmente pelo usuário sem perder a garantia. Obviamente, é preciso tomar cuidado com  descargas eletrostáticas. O manual mesmo indica como proceder. Fato é que é muito fácil, apenas por um detalhe. O HD tem pequenas peças de metal instaladas nas laterais do HD, exatamente onde vão os parafusos de fixação em uma instalação normal. Essas peças só podem ser retiradas por uma chave arlem de um tamanho que nunca vi. Não é fácil de achar essa chave em loja que não seja especializada em ferramentas finas (como para relógios). Essas peças são fundamentais para acoplar o HD a quatro nichos revestidos de borracha que anulam completamente a vibração do HD. Assim, o seu laptop não fica “ronronando” enquanto você o usa. Para fazer toda essa instalação, é preciso tirar o fundo do laptop, uma peça só de alumínio fixado por dez parafusos, alguns em diferentes tamanhos. Usa uma ranhura para chave philips minúscula. Observei a construção interna do produto. Fabuloso. Sem fios soltos, placa enxuta e compacta. Admirei mais de perto como é a estrutura de alumínio, a tal tecnologia “unibody”. Coitado dos engenheiros eletrônicos que tiveram que pensar nos circuitos.

Dos componentes utilizados no Macbook, o processador foi uma escolha feliz. É um Intel. Posso dizer que os processadores Intel, principalmente os Core 2 Duo, são muito mais interessantes para laptops do que os da linha mobile da AMD. Esquentam menos e gerenciam melhor a energia. Engraçado que os processadores gráficos das linhas mais caras da Apple são da ATI, uma empresa comprada pela AMD. Pelo visto, o critério de escolha dos componentes é pelo produto (e suas funções) e não pelos fornecedores (e seus preços). Falando em placa gráfica, eu tinha ficado muito desapontado por descobrir que o circuito gráfico deste MacBook compartilha memória de vídeo com a memória principal do computador. Porém, pensando do ponto de vista de funcionalidade (digitar texto, ver filmes, trabalhar com fotos), a integração das memórias não afetou em nada o desempenho final do produto. Pelo contrário, barateou. Ao trocar os pentes de memória, fiquei pasmo por descobrir que elas eram de 1066 Mhz, a memória mais rápida (para produtos “domésticos”, claro) que existe no mercado. Tem muita memória de vídeo que não trabalha com essa freqüência.

Finalmente, outra coisa que notei com essa tecnologia de retroiluminação por LED da tela é que ela é mais fria. Não esquenta como aquelas que são retroiluminadas por bulbos. Menos calor, com certeza implica em menos energia consumida. A tela ficou bem uniforme em termos de cor. A única crítica é o vidro que protege a tela. Dá um certo reflexo nela, apesar dos ângulos de visualização do LCD muito bons. Pode se ver a tela mesmo se você estiver sentado do lado de quem digita. Ah, já ia esquecendo de comentar: tanto a luz do teclado como o brilho da tela são controlados por um sensor de luz. Quanto mais escuro o ambiente, mais clara a tela e intensa a luz do teclado. Parece até aqueles dimmers para lâmpadas do quarto.

Enfim, é uma profusão de boas idéias para todos os lados. Eu fico imaginando o quanto de horas-homem se gastou para bolar um computador como esse. De fato, vale quanto pesa… Ou melhor, vale quanto custa. Afinal, ele pesa apenas 2 kg!

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