Adeus meu Fiat…

FiatPassados um ano, há duas semanas eu me desfiz do meu Fiat. Eu sei, não é um bom negócio ficar desfazendo-se de carro assim tão cedo. Infelizmente, três fatos apressaram a troca:

  1. Fiz dois desempenos de coluna de suspensão dianteira, dos dois lados em menos de um ano. Dos 0,5° recomendados pela fábrica, o meu apresentava 1,42° e 1,47° nesta última ida. Na primeira, obtive valores próximos a esses também. Engraçado que os dois lados apresentavam valores muito próximos de desempeno. Cheguei a ligar para a Fiat para tirar a dúvida. Não caí em buraco(s) que justificasse tamanho dano. Mesmo que tivesse caído, não é a proposta da Adventure ser uma linha “um pouco mais” robusta que os demais?
  2. Problema no acelerados eletrônico, mais especificamente o potenciômetro, que se recusaram a trocar na garantia, uma vez que tinha passado UM DIA da data. O funcionário da oficina me informou que faria o orçamento e enviaria para a fábrica para obter a autorização. Se aprovado, a peça levaria ainda 10 dias para chegar.
  3. Acabamento se soltando com facilidade. Na primeira revisão, pedi para arrumarem um chicote de fios que estava pendurado por cima dos pedais e o gancho que fixa o encosto do banco traseiro, que se recusava a travar. Há três meses atrás, notei que a capa inferior da coluna de direção se soltou. Problemas pequenos, mas estranhos para um carro com um ano de uso em cidade.

Como já disse antes, eu não sou fã de marca, mas de qualidade X preço. Não vou dizer que a Ford será melhor ou pior do que a Fiat. O carro da Ford foi um negócio bastante específico, de um carro ponta de estoque, completo (inclusive automático), com preço antigo, IPI reduzido, acessórios inclusos que não foram cobrados, um preço “honesto” pelo meu usado (pagaram a depreciação de 13,5%, coisa que nem a Fiat ofereceu) e atendimento das revisões com agenda marcada  DE VERDADE (evita aquele furdúncio de clientes querendo ser atendidos). Eu fiquei observando a oficina da Ford enquanto negociava a compra. Eu digo “de verdade” porque a Fiat também agenda atendimento. Porém, quando cheguei na loja, não fui atendido pela pessoa que me foi designada pelo call center e nem no horário estipulado. Pior, nem foram até o carro para verificar a peça com problemas. Essa foi a segunda vez que isso aconteceu. Fizeram o diagnóstico baseado no que eu falei. O problema de atendimento encontrei também na VW e na GM. Penso que por terem as maiores vendas com carros populares, as oficinas SEMPRE estão lotadas. Apesar do grande número de concessionárias, ainda assim é insuficiente para o número de carros vendidos. Isso deve afetar a disponibilidade de peças também. Talvez isso explique a disponibilidade do potenciômetro apenas em 10 dias. Conversando com uma atendente da concessionária de Goiânia, fiquei sabendo que o problema do potenciômetro é meio que recorrente nos carros com motorização 1.8. Depois, procurando na Internet, soube que esse problema também é comum nos carros da GM com motorização 1.8. Logo, uma peça com defeito “comum” implica em entrar numa fila de espera pela disponibilidade da mesma.

Não quero parecer que estou cuspindo no prato que comi. A Fiat conseguiu reunir um bom motor, espaço interno para bagagem, design externo (eu gosto muito do visual da Palio Adventure) e acessórios (bússola, inclinômetros, porta-óculos, dois porta-luvas, banco com regulagem milimétrica de altura, vidros mais escurecidos nos vidros traseiros, oito faróis dianteiros, dois computadores de bordo e por aí vai…). Agora, o pós-venda é complicado. Outra coisa que me desagradou, e isso só reparei com o tempo vendo outros Fiats, foi o “reaproveitamento” de peças de outros modelos mais baratos da linha Palio e de irmãos como o Idea. Quando se entra na Palio Adventure, se vê que o console central, o volante, os revestimentos e comandos das portas e os comandos das varetas e painel são os mesmos de outras Palios. A bússola, os inclinômetros, os espelhos retrovisores com piscas incorporados e o ajuste de altura do banco são iguais ao do Idea. VW faz isso, GM faz isso, Ford faz isso… Mas no caso do Palio, incomoda-me que para um carro de R$ 61 mil se faça isso de maneira tão ostensiva. Afinal, um carro de 60 mil implica, creio eu, em um pouco de “exclusividade”. Acho que as duas principais coisas que não são de outros carros são o painel de instrumentos e o revestimento dos bancos.

Enfim, não gostei da Fiat e não pretendo comprar outro na faixa de preço que comprei. Teria um Fiat apenas se precisasse de um carro popular pelado. Afinal, um Palio é maior que um Celta, de seguro mais barato que um Gol e de revenda melhor que um Fiesta. Acrescentaria ainda o consumo e desempenho razoáveis do motor Fire. Essa experiência estou tendo com o meu carro reserva da locadora!

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