Sítio Arqueológico do Bisnau

Aproveitando o “buraco” entre Finados e o domingo, eu e uma trupe de amigos fomos ao Sítio Arqueológico do Bisnau. Eu tinha lido uma reportagem no Correio Braziliense sobre o local e fiquei interessado. O local fica a pouco mais de 1h30 de carro saindo do Plano Piloto (centro de Brasília). Fácil acesso. A estrada tem um bom trecho duplicado até Formosa (GO). Depois disso, a estrada fica mão dupla, mas está ótima, bem sinalizada e com grandes retas, facilitando a ultrapassagem. Eu fui com a ajuda do Rodrigo, um dos filhos do seu Valdeci, dono da Pamonharia Bisnau. É a segunda pamonharia depois do Distrito de Bezerra. Seguindo pelas placas de quilometragem, fica entre o km 46 e 47 da BR-020. O telefone da pamonharia é (61) 3503-5154. O guia foi útil para conhecer o caminho (não tem placas na estrada de terra). Tem porteiras para chegar ao Sítio Arqueológico, mas estavam todas sem chave. Para a cachoeira, é preciso passar na casa do dono da fazenda. Quando está o seu Gil(berto), ele deixa a gente entrar quando se está de guia. Porém, quando se está sem guia ou o irmão dele está por lá, eles cobram R$ 5. Não tem nenhuma infra-estrutura no local. Os dois banheiros que tem não dá para usar. Tem umas mesas e duas churrasqueiras de metal, mas também não estão bem conservadas. Se consegue ir de carro até a parte de cima da cachoeira. Só o visual daí já vale o passeio! Dá para molhar os pés e ter uma vista privilegiada do local. Porém, para ir até a parte de baixo, é preciso descer por uma encosta MUITO íngreme. Não recomendo em dia de chuva e muito menos para pessoas de idade. A volta é penosa. Além disso, para chegar até a base da cachoeira, deve-se andar por pedras por quase 500 m, pelo rio da cachoeira. A possibilidade de escorregar e se machucar é grande.

Quanto ao sítio arqueológico em si, é apenas uma pedra. Se faz a visita em 15 min, se não tiver pressa. São várias figuras em baixo-relevo concentradas em uma única pedra nua. Uma pena que não tem restrição de acesso e nada. As figuras estão completamente expostas à intempérie e já foram “maculadas” com pessoas passando giz ou pedras coloridas nas reentrâncias. Uma pena mesmo. O rapaz se equivocou falando que as figuras foram feitas por negros-escravos. Um outro problema é que não estou certo quantas das figuras são de fato originais. Haviam algumas figuras em formas geométricas que fugiam ao padrão das demais… Enfim, se você não tiver nada para fazer, é uma boa pedida para passear, comer uma pamonha muito gostosa e molhar os pés na água da cachoeira! Mas, como costumam dizer os turistas conscientes, “levem fotos e deixem pegadas, mas não levem coisas (pedras, plantas, animais) e nem deixem lixo”. Preservar para os demais as nossas belezas naturais e históricas é fundamental!

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9 pensamentos sobre “Sítio Arqueológico do Bisnau

    • Cara, tô não. Estou malzaço de um gripe encardida que peguei… Muito mal mesmo. Para se ter um ideia, nem estou mais arrumando a fazenda do Orkut e a cafeteria… Vou ficar devendo para 2010…

      Abração,

  1. Gostei muito do seu blog, várias experiencias legais que vc tem, e com isso, convido a participar de nosso fórum Clube Ecosport, creio que sua experiencia e conhecimento ajudem nossos user´s, tenho um Eco fresstyle 1.6 2007. abraço!

    • Valeu, Vinicius. Eu darei uma passada no seu fórum. Será um prazer compartilhar as experiências com a Eco. Obrigado pela sua visita ao meu blog!

  2. Olá Daniel, Sou morador do Bisnau, onde você visitou, Tenho algo para falar com você, e uma correção a fazer, se possível entre em contato comigo meu nome é Alex meu tel é 61 xxxx-xxxx ok , Obrigado

  3. Daniel, estou interessado em visitar o local, mas não consigo o telefone desse seu Gil para agendar com antecedência. Por acaso tem o contato dele? Tentei ma pamonharia mas eles não têm…. Obrigado!

    • Olá, Túlio. Desculpe-me a demora em lhe retornar. De qualquer forma, eu não tenho o telefone do seu Gil. Mas vá assim mesmo. Sempre tem alguém ali na fazenda. O controle não é tão rigoroso assim. Em verdade, dá para chegar à pedra ontem tem as marcas em baixo-relevo sem ter que marcar nada. A estrada de chão é sinalizada a partir da rodovia. Entre nela. Na primeira bifurcação, pegue à direita. Não tem como errar.

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