Essa coisa de Twitter

Twitter

Eu custei a entrar nessa onda do Twitter. Em meio a tantos questionamentos sobre privacidade, resolvi que não seria legal me expor mais ainda. Fiz a minha conta em 2009 e postei apenas quatro tweets até hoje. Porém, recentemente, depois de passar raiva no trânsito em minha cidade e ouvindo ao rádio, descobri que existe uma cidadã que posta todos os dias tweets referentes ao trânsito. Ela recebe contribuições de outros “seguidores” e já tem uma legião de participantes. Fato é que a coisa é útil. Pelo meu celular, consigo saber em tempo real onde devo evitar. Um outro uso que achei, também descobrindo pelo rádio, é o Tweeter do Gikovate. Não quero parecer alguém dependente de livro de auto-ajuda. Não por achar que não precise de ajuda, mas é terrível a quantidade de porcaria que se publica. Não li os livros do Gikovate, portanto não sei dizer se é bom ou não. Mas gostei de algumas postagens que ele fez.

Fetiche deriva da palavra portuguesa “feitiço” que, nos países africanos, era usada quando se atribuia poderes espirituais a certos objetos.

Veja só que interessante! Nunca tinha parado para pensar nessa possível relação. Escolhi ainda este outro tweet porque eu lembrei de uma frase no filme Rembrandt (de 1936): “Vanity of vanities, all is vanity.”

No Eclesiastes (Velho Testamento) está escrito: “vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Não é, pois, um tema banal; pede profunda reflexão.

Foi legal saber que se trata de uma frase do Rei Salomão, no Velho Testamento. Tem outro tweet que fala sobre “altaria” e “baixaria”. Um jogo de palavras que destacou uma aparente dualidade entre amor e tesão:

Não é fácil conciliar ternura com tesão: o amor nos aparece como divino, nos volta para o alto (“altaria”). O sexo é vulgaridade, “baixaria”

Pois é, podem não ser grandes obras da literatura, novidades, ou verdades de algum tipo. Mas me interessou pelas reflexões que me despertaram. Aí eu percebi que a vantagem do tweet é a síntese. Por ser muito pequeno e pouco elaborado, não se acredita de cara no que se fala. Você coloca na cabeça a “semente de ideia” e deixa lá, germinando. A parte ruim é que é muito lixo também… Muita coisa inútil. Difícil seguir sempre.

P.S.: assisti ao filme Rembrandt de novo e lá cita que a frase “vanity…” foi do Rei Salomão. Desatenção minha.

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