Compras Virtuais no Brasil

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Fonte: https://goo.gl/WoSXTY

Com a popularização das lojas virtuais, multiplicam-se os serviços ruins.

Esta semana eu fiz uma compra virtual na loja Foto Global, da cidade de São Paulo. É uma loja física que resolveu entrar no mundo virtual. Vi uma lente para a minha câmera com um preço muito bom. Fechei o negócio. Porém, depois de passada a euforia da compra, fiquei pensando, por que o preço estava tão baixo? Será que é usado ou “refurbished”? Algo estava errado. O preço em reais era nominalmente o mesmo preço em dólar do produto no exterior. Algo como, US$ 100 na Amazon e anunciado a R$ 100 nessa loja. Entrei no sítio da loja, li o texto descritivo do produto e estava terrível para entender algo, pois era uma tradução literal de um texto em inglês feita por esses tradutores automáticos. Muito bem, liguei para a loja no mesmo instante e o próprio dono atendeu. Eu perguntei do que se tratava o anúncio, se era a lente que eu procurava (a da foto) ou se era outra coisa. Repeti três vezes o código do produto e a pergunta “É o produto da foto no seu sáite?”. Ele me disse que se tratava de um kit com adaptador e a lente. Insisti de novo, “A lente é tal tipo e de tal código?”. Ele confirmou. Eu me tranquilizei e disse que manteria o pedido. Depois, achando que eu fiz um bom negócio, resolvi procurar por outros produtos que talvez estivessem com bons preços também. Vi um corpo de câmera nessa mesma loja e resolvi comprar. Fiquei acompanhando os dois pedidos nos dias que se sucederam.

Dois dias depois e nada deles acusarem o recebimento do meu pagamento na câmera. Notei também que eles tinham alterado a foto do outro produto que comprei (o kit). O kit passou a ser de um outra lente com um adaptador. A foto da lente que eu tinha visto estava anunciado pelo preço TRÊS VEZES maior e com outro texto descritivo. Liguei para a loja para ver o que estava acontecendo com o meu pedido. Primeiro, o dono da loja, o Sr. Ivan, quis me convencer que o meu pedido estava correto, que o “kit” era uma lente simples e um adaptador, tal qual a “nova” foto. E que era este o produto que estavam me enviando. Segundo ele, eu é que entendi mal a explicação dele sobre o tal kit. Insisti dizendo que eu o havia perguntado ANTES sobre o código e a foto do produto e que ele havia me confirmado que estavam corretos. Então ele me disse que a culpa era da fabricante por “confundir” o consumidor. Que ela informa que o kit é compatível com a lente que eu queria comprar, mas que a lente não está inclusa. Final da ópera: cancelei os dois pedidos e solicitei a devolução do dinheiro. Solicitei um e-mail com a confirmação do cancelamento, bem como uma data provável de devolução do dinheiro, e não responderam.

Conto esta história por causa desse detalhe rotineiro de consumidor brasileiro. Quem compra é sempre o culpado. O consumidor é quem não se informou, o consumidor é quem se enganou, o consumidor é quem entendeu errado a “ótima” explicação do vendedor “expert” no produto. Enviei três e-mails para o Sr. Ivan, nenhum respondido, contatei três vezes por telefone (pagando DDD) para resolver o meu problema e ele ainda me deixou esperando no telefone para ele tirar a dúvida dele. Nada de “retorno a ligação”. Ele, vendedor, estava fazendo o favor de me vender algo. O favor de atender ao meu telefonema, de responder as minhas perguntas, de verificar o pagamento no banco, de “estudar” o produto para me informar sobre o produto. Entendido ou não, o que me incomoda é essa atitude das lojas aqui no Brasil. Tudo bem, cliente no Brasil não é fácil. Mas cá entre nós, quem compra objetivas para uma câmera reflex não é exatamente um consumidor “comum”. Não é o mesmo que um consumidor pedindo desconto numa lanchonete. O Sr. Ivan me fez sentir um chato, um inconveniente, mesmo tendo sido ele quem errou no anúncio do produto, quem errou na tradução de sua descrição, quem errou na confirmação do que eu pedi, quem não respondeu aos meus e-mails e quem não se deu ao trabalho de me ligar sobre o problema do pagamento do boleto.

Depois dessa, não compro mais nada “especial” na Internet. E se comprar, vou partir do pressuposto de que é um dinheiro perdido. Depois de Loja do Altivo e dessa Foto Global, nem pensar. É muita chateação. Sim, loja física é problemática também. Mas tem a vantagem da gente falar olhando no olho, de ter um lugar para devolver o produto, de pegar e ver o produto, de fazer cena com o vendedor caso ele te destrate e de sair com o produto na hora.

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