Marshmallow no Zenfone Zoom (ZX551ML)

Eu estava com uma dificuldade enorme de atualizar o meu Zenfone para o Android 6.0 (Marshmallow). Apesar da mídia especializada informar que o novo firmware estava disponível para o Brasil, quando eu tentei atualizar via OTA (Over The Air) em “Atualizações do Sistema”, a mensagem que eu recebia era de que não tinha nenhuma atualização disponível. A última atualização que baixou foi referente a um patch de segurança de junho de 2016, versão WW_V2.26.40.108 (verifique o seu código em configurações > Sobre > Informações do Software).

Busquei em outros sítios de Internet internacionais se eu achava alguma informação de onde conseguir o arquivo para o Zenfone Zoom nacional. Eu até encontrei alguns arquivos, mas fiquei muito receoso de instalar por se tratarem de links em fóruns de discussão. Tem sempre o risco de ser um arquivo com alguma modificação maliciosa ou mesmo uma versão de firmware não compatível com o modelo nacional, o que poderia danificar definitivamente o meu telefone.

Acabei voltando ao portal da Asus brasileira e fui no link de suporte do produto (clique aqui). Lá existem arquivos “Globais” (vale para todas as versões de Zenfone Zoom) mais recentes. Eu acabei arriscando instalar um deles, o de versão WW_V4.21.40.141, de outubro de 2016. A instalação foi bem sucedida. Quando fui verificar a versão do firmware, eu notei que o meu Android estava atualizado para a versão 6.0.1!!!

Detalhe: sempre que atualizar manualmente, certifique-se de que as duas primeiras letras do firmware sejam “WW”. Elas são o identificação SKU do seu modelo (Stock Keeping Unit). WW significa “World Wide”, ou seja, uma atualização mundial, compatível inclusive com a brasileira. Caso o seu Zenfone tenha sido comprado no exterior, estas duas letras podem mudar. Pode ser, por exemplo, “CN” para China ou “JP” para Japão. Nesse caso, não use a versão “WW”, mas procure uma que coincida com as letras do seu modelo.

Depois que fiz a atualização, ele fez outra atualização via OTA. Por algum motivo, o Android antigo não estava mais atualizando automaticamente. Assim, para quem quiser fazer a atualização do seu Zenfone Zoom para o Marshmallow, sigam a dica abaixo.

ATENÇÃO: A INSTALAÇÃO DESTA ATUALIZAÇÃO É POR CONTA E RISCO DO USUÁRIO. NÃO ME RESPONSABILIZO POR QUALQUER DANO.

  1. Carregue o seu celular completamente. Se possível, mantenha-o plugado na tomada durante todo o tempo da atualização.
  2. Por segurança, faça um backup de todos os seus dados, contatos, lista de aplicativos etc.
  3. Vá para o portal da Asus, em Suporte > OS Android > firmware e baixe a versão WW_V4.21.40.141 (clique aqui) em seu aparelho. Pode ser outra versão mais atual? Não sei dizer. Apenas digo que com esta versão deu certo para mim. Prefira fazer o download no seu próprio celular para evitar ter que copiar o arquivo para um SD, ou transferir por wi-fi/bluetooth. O arquivo tem mais de 1 GB.
  4. Depois de baixar, mova o arquivo para o diretório raiz do celular. Utilize o próprio aplicativo “Gerenciador de Arquivos”. Nele, selecione “Memória Interna” (não o cartão SD). Vá para “raiz” e deixe lá o arquivo de firmware. Não precisa renomear e nem descompactar.
  5. Reinicie o seu celular. Ele automaticamente detectará o arquivo de firmware na raiz e fará a instalação.

Em tudo correndo bem, vá em “Atualizações do Sistema” e clique para buscar uma nova atualização. Ele baixará um pequeno patch de segurança e pronto. Aproveite o Marshmallow!

Loja do Altivo e a Justiça Brasileira

martelo-juiz

Fonte: https://goo.gl/WoSXTY

Ontem recebi uma carta do Juizado Especial Cível e Criminal. Trata-se de uma ação que eu movi contra a Loja do Altivo. A carta solicita informações extras sobre o paradeiro do réu. Caso eu não seja capaz de fornecer o paradeiro do dito cujo, a ação vai ser arquivada depois de mais de dois anos. O meliante, o Altivo Martins Júnior, está em domicílio “desconhecido”. Tem um processo correndo no Tribunal de Sergipe (clique aqui), que tem o último paradeiro do infeliz. Ano passado, eu enviei esta informação ao Juizado da minha cidade. Levaram SEIS MESES para enviar a precatória ao endereço e, claro, não encontraram o meliante. E para ver como é hilária a minha situação, a Justiça local enviou esta correspondência a mim informando que eu tenho CINCO DIAS para fornecer um novo endereço. Os termos que vêm na correspondência também não são agradáveis. Eles dizem “sob pena de extinção e arquivamento”. EU estou sofrendo a “pena”. Sei que do ponto de vista do vernáculo jurídico é como se referem a “consequência”. Mas a sensação é horrível. O cara fugiu com o meu dinheiro, a Justiça levou seis meses para enviar a carta precatória e eu tenho cinco dias para sofrer a “pena”. Massa. Cinco dias não dá tempo nem de contratar um detetive para procurar o cara. Ah, esqueci de dizer, são cinco dias CORRIDOS, nada de dia útil.

Assim, chego à conclusão de que de fato, consumidor é um pobre coitado neste país. Você tem direito de tudo, mas ao mesmo tempo, não tem solução de nada. Tenho direito de acionar o Procon, de lavrar um B.O. na delegacia, de recorrer à Vara Cível. Mas daí a ter uma solução concreta ao seu problema, são outros quinhentos. Claro que existem casos e casos. Mas quem tiver curiosidade, faz um “google” de “loja do Altivo” e veja o número de pessoas lesadas.

Eu sei que no caso específico aqui, o culpado é o réu, não a Justiça. Mas a Justiça é ineficiente, sei lá eu por qual motivo. Não sou especialista no assunto. Mas não posso deixar de pensar que ela é conivente e refém de si mesma. Conivente por demorar e dar “direito” a quem não tem direito de. Acho que isso decorre do medo da Justiça ser injusta. Por isso digo que ela é refém de si mesma. Ela demora, ela cria estruturas, cria caminhos para não ser injusta. Com isso, está burocrática, inchada, paquidérmica e vê fim em si mesma. Na minha modesta opinião, a Justiça esquece que ser justo ou injusto é irrelevante quando o objeto do julgamento perde razão de ser. Quando o indivíduo falece por falta de um tratamento ou medicamento a que justamente tinha direito; o aposentado do INSS que morre antes de justamente usufruir de uma causa trabalhista ganha; da criança adotada que hoje é um adulto traumatizado que justamente tinha o direito de ser adotada… E por aí vai. Eu sei, que um ente querido assassinado não volta, mesmo que a Justiça puna o assassino. O mal nunca se reverte totalmente. Sempre existe alguma perda. Mas essa de que a “Justiça tarda, mas não falha”, eu não compro. Ela tarda e falha, como todo empreendimento humano.