Atendente da Gol em dia de caos aéreo

Recebi de um amigo por e-mail:

Um vôo lotado da GOL foi cancelado. Uma única funcionária atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros. De repente, um passageiro irritado cortou toda a fila até o balcão, atirou o bilhete e disse:

– Eu tenho que estar neste vôo, e tem que ser na primeira classe!

A funcionária respondeu:

– O senhor desculpe, terei todo o prazer em ajudar, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, já que elas também estão aguardando pacientemente na fila. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazê-lo.

O passageiro ficou irredutível e disse, bastante alto para que todos na fila ouvissem:

– Você faz alguma idéia de quem eu sou ?

Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu um instante e pegou no microfone anunciando:

– Posso ter um minuto da atenção dos senhores, por favor?  (a voz ecoou por todo o terminal).

E continuou:

– Nós temos aqui no balcão um passageiro que não sabe quem é, deve estar perdido… Se alguém é responsável pelo mesmo, ou é parente, ou então puder ajudá-lo a descobrir a sua identidade, favor comparecer aqui no balcão da GOL. Obrigada.

Com as pessoas atrás dele gargalhando histericamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando:

– Eu vou te foder!

Sem recuar, ela sorriu e disse:

– Desculpe, meu senhor, mas mesmo para isso, o senhor vai ter que esperar na fila; tem muita gente querendo o mesmo…

Tradução da crise do “subprime”

Para quem não entendeu a crise dos bancos americanos que contaminou o mundo, um amigo repassou este texto explicativo, cujo autoria desconheço. É assim ó:

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco e os transformam em CDB, CDO , CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F,cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.

Se todos os clientes caloteiros do Seu Biu resolvessem pagar suas dívidas, a soma total seria de R$ 470,32. Mas o Banco Central vai ter que injetar no mercado algo em torno de R$ 123.525.183,21 para salvar alguns fundos de investimenos que não possuem capital para honrar os seu compromissos referentes aos clientes caloteiros do Seu Biu, evitando assim uma grave crise sistêmica no mercado financeiro .

Pronto é isso!